A PERSPECTIVA DO SETOR AGRO EM 2020 E OS CRÉDITOS PARA FINANCIAMENTO.

O desenvolvimento do setor agropecuário está diretamente alinhado com a obtenção de crédito. Acontece que, já no começo do ano de 2020, seis linhas de crédito rurais estão próximas do esgotamento, o que faz com que produtores que as busquem já não consigam empréstimos com dinheiro subsidiado.

Isso é prejudicial. O dinheiro subsidiado é capaz de gerar taxas de juros mais contidas e, a ausência dos subsídios culmina em um aumento dos juros, o que desinteressa aos agricultores que podem ter que “recuar” em seus investimentos.

A necessidade dos agricultores e a pressão das frentes do setor, o Ministério da Agricultura começou a estudar a possibilidade de remanejar valores de outras áreas, o que parece não ser aplicável. O Ministério, portanto, passa a estudar, em outra frente, a possibilidade de realocar recursos equalizados de custeio, sendo direcionados para atender programas de investimentos que já se exauriram ou se encontram prestes ao exaurimento.

O Banco do Brasil, por exemplo, estuda a possibilidade de abrir novas operações que tenham condições semelhantes às oferecidas pelos fundos subsidiados. Todavia, informações da Confederação da Agricultora e Pecuária do Brasil (CNA), demonstram que ainda não foram recebidas reclamações de falta de acesso ao crédito por produtores rurais.

Porém, grande prejudicada com a falta de crédito, a indústria de máquinas já se manifestou, por meio da Associação Brasileira de Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), requerendo verbas adicionais para o Moderfrota e para o Pronaf. Além do pedido, a Abimaq já prevê um recuo na venda de máquinas e equipamentos agrícolas, sendo a falta de crédito um potencial “entrave” ao mercado. São essas as informações extraídas de matéria assinada por Rafael Walendorff e publicada pela Valor Econômico.

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