AS FINTECHS COMO ALIADAS AO MICROCRÉDITO.

Dois bancos digitais já se manifestaram no sentido de criar plataformas eletrônicas de microcrédito, tão logo seja aprovada a Medida Provisória (MP) que modifica as regras para o setor e seja essa operação regulamentada. O Banco Central aposta no surgimento de novas plataformas eletrônicas para liberação de cerca de R$ 342 milhões do direcionamento obrigatório ao microcrédito que não vêm sendo aplicados pelo sistema financeiro nacional.

O governo anunciou que modificará as regras atuais aumentando a necessidade de direcionamento, pelos bancos, de 3% dos recursos captados sob forma de depósito à vista às operações de microcrédito. A regra atual, menciona ser 2%. Devido ao tíquete médio pequeno e ao tempo de investimento necessário para a carteira atingir a escala mínima de operação das grandes instituições financeiras, a parcela de direcionamento está concentrada em alguns bancos.

As mudanças nas regras pretendem permitir que bancos cumpram as exigibilidades por meio da compra de carteiras geradas por outros bancos e fintechs e, ainda, a MP n. 509, que permite a aplicação de penalidades aos bancos que não cumprem as exigibilidades impostas, com a cobrança de juros do Banco Central sobre as deficiências verificadas.

Nessa toada de incentivos tecnológicos e adequação às novas realidades do mercado, a regulamentação flexibilizará as regras para torná-las mais amistosas às novas tecnologias de contratação de operações.

Assim, há expectativa no Banco Central que a carteira de microcrédito aumente para R$ 15 bilhões, sendo a boa taxa de retorno no capital, um motivo para captação de novos participantes para o microcrédito. Alia-se a isso, o desenvolvimento tecnológico para avaliação de risco de crédito, diminuindo a taxa de inadimplência do microcrédito e afastando problemas experenciados anteriormente, conforme informações apresentadas por Alex Ribeiro em matéria assinada para o Valor Econômico.

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