O CRESCIMENTO DO AGRO EM MEIO À PANDEMIA

Em que pese os prejuízos ocasionados pelo coronavírus, o agronegócio brasileiro conseguiu avançar. O crescimento esperado para o ano é de até 3%, contra a retração econômica do país que pode chegar a 7%. No cenário pandêmico, a agropecuária brasileira se mostrou como uma fornecedora fiel, conquistando mercados internacionais e batendo recordes em exportações agrícolas, o que é fomentado pela alta do dólar. Ao mesmo tempo, os produtores conseguiram manter o suprimento alimentar interno.

De acordo com informações do Ministério da Agricultura, 21 novos mercados foram abertos desde março, quando a pandemia se confirmou no mundo. Tendo em vista as diferentes maneiras com que a pandemia foi absorvida pelo mundo, Brasil e Argentina, por exemplo, poderão sair mais fortes, com o Brasil na ponta devido à demanda asiática.

A exemplo do mencionado, o Ipea estimou um crescimento de 2,5% do PIB do agronegócio para este ano. Dados da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), mostram que as vendas de agricultores e pecuaristas a outros países registraram alta de 5,9% nos primeiros quatro meses do ano. Assim, em comparação com o mesmo período produtivo do ano de 2019, o setor rural foi o único que teve alta na produção, de 1,9%.

O embarque de soja chegou a 35,7 milhões de toneladas neste ano, alta de 29,4% em relação ao ano passado. Em parte, os dados apresentados foram motivados pelo receio que diversos países tinham em sofrer um desabastecimento. Ainda, a China é, de longe, o maior cliente do agronegócio brasileiro. Embora esse concentre suas aquisições na soja, a China corresponde a 37% das exportações agrícolas nacionais, sendo responsável por 63% de todo o superávit comercial brasileiro no ano passado.

Segundo Orlando Ribeiro, do Ministério da Agricultura, a busca por novos mercados faz parte do plano de diversificação das exportações, nesse sentido, Orlando aponta que a pandemia acabou atuando na aquisição de novos mercados pelo Brasil, a medida em que, fez com que produtores tradicionais de carne, por exemplo, não pudessem atender a demanda. Assim, há estimativa da Associação Brasileira de Proteína Animal de um aumento de 10% na exportação de aves e de, ao menos, 20% na exportação de suínos este ano.

As informações foram extraídas de notícia publicada no Jornal “O Globo” neste domingo, 31 de maio.

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