PLANO SAFRA 2020/2021 E A DEMOCRATIZAÇÃO DO CRÉDITO

Ontem, 17/06, foi anunciado o novo Plano Safra (2020/2021). O Plano apresentado contará com montante recorde, totalizando R$ 236,3 bilhões de crédito para o setor do agronegócio brasileiro, destinado à próxima temporada que inicia no dia 1º de julho.

Referido Plano trará volume 6% maior para financiamentos subsidiados e com taxas livres aos produtores rurais. Ainda, o orçamento dedicado á subvenção do crédito, que era de R$ 9,9 bilhões, teve aumento, atingindo R4 11,5 bilhões. Outro R$ 1,3 bilhão foi garantido para o programa federal de subvenção aos prêmios do seguro rural do próximo ano, o que representa aumento de 30% em relação ao montante desta safra que está se encerrando.

O crédito com juros controlados voltou a crescer depois de forte redução no ano passado e, assim, atingiu o montante de R$ 154,3 bilhões. Analisando-se o aumento em percentuais, porém, observa-se que o volume subvencionado continua em queda, representando 62% do total no novo plano.

Outro ponto de destaque é o volume de crédito destinado a pequenos produtores que será de R$ 33 bilhões, que fora destinado ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), nesse caso, os juros sofreram queda, passando a ser de 2,75% a 4%. Já, ao médio produtor, foram reservados R$ 33,1 bilhões, destinados ao Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor), representando volume 25,1% maior do que o destinado na safra de 2019/2020 e, passando os juros a vigorarem em 5%. Os grandes produtores pagarão 6%.

Os recursos para custeio e comercialização ficaram em R$ 179,38 bilhões e os investimentos terão R$ 56,9 bilhões, de forma às taxas de juros terem sofrido cortes de até dois pontos percentuais em relação ao estabelecido na safra 2019/2020.

Moderinfra e Moderagro sairão de uma taxa de 8% para 6% ao ano. O Moderfrota, principal linha para financiamento de máquinas agrícolas, terá taxa única de 7,5% na próxima safra (em contrapartida às taxas variáveis entre 8,5% e 10,5% da safra atual).

Apesar das medidas apontadas, boa parcela do setor ainda julga que as mudanças nas taxas foram tímidas. O Ministério da Agricultura, porém, defende que não faltarão recursos e elencam as LCAs como sendo um grande aliado ao financiamento, ainda acreditam que não existem motivos para os bancos privados não investirem no setor.

Também, apontam que a pandemia ocasionou algumas mudanças no Plano apresentado. Na cerimônia em que o Plano foi anunciado, ainda destacou-se o apoio a práticas sustentáveis, de forma ao Plano destinadas R4 2,5 bilhões para o Plano ABC (de agricultura de baixo carbono).

Fonte: Valor Econômico.

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